O que é um relacionamento afinal? São tantas as teorias que quando começamos a ler qualquer coisa sobre o assunto, acabamos explodindo. De felicidade ou não. Se a pessoa é solteira, corre o risco de idealizar uma vida a dois plena, com tantas dicas, não tem como dar errado. Se a pessoa é casada ou está namorando, o rumo pode mudar também. Acabamos percebendo que tantos conselhos cheios de argumentos e lógicas, vindos de tantas cabeças diferentes podem acabar é atrapalhando. Porque fórmula mesmo, não existe e isso é fato.

            Vamos partir do princípio? Pode me perguntar? Com essa introdução não estou dando um tiro no pé? Afinal, sou mais uma entre tantos que falam sobre este assunto. Eu respondo que não! E digo, porque por mais que as receitas mudem, o que todos queremos é ser felizes com um amor. Simples. Estamos sedentos. E nossa sede não tem razão, ela é puro sentimento e esse é ponto. O sentimento.

            Os entremeios sempre estarão lá. Não acredite no casal perfeito, que nunca discute ou discorda. Isso não existe, nem nos filmes, nem nos livros e nem nas histórias infantis. A realidade está estampada. Fôrmas diferentes, não fazem bolos iguais, mas parecidos, dependendo dos ingredientes. Hmmm… que esse papo está me dando é fome! (risos)

            Voltemos a sede! Precisamos estar atentos numa coisa, no início é tudo lindo, eu sei, estou sendo clichê. As pessoas aceitam-se como são, sem vírgulas. Com o tempo, algumas coisas vão mudando, a convivência estreita necessita ceder espaço ao outro, para entrelaçar o convívio, sem amarras. E é nesse ponto que devemos ter o maior cuidado de todos. Ceder é legal e necessário e deve ser de ambas as partes. Sem joguinhos, mas de coração, sem cobranças.

            Quando elegemos alguém para passar os dias conosco, compartilhar a casa e a vida, colocamos esta pessoa automaticamente em primeiro plano, dançamos o baile conforme a música e isso é para ser lindo, é a música da nossa vida e ela deve ser leve. Quando as coisas ficam pesadas, é um alerta, e uma boa conversa a dois com sabedoria, sem alfinetadas ou facadas é o melhor caminho. Não devemos jogar na cara do outro toda a nossa “bondade”, tudo que abrimos mão, pois se fizemos assim, é porque assim queríamos que fosse, sem arrependimentos.

            Mas na sutileza do dia-a-dia mostrar ao outro as qualidades que temos é essencial e não tem nada de arrogante, a sutileza é sábia e a dignidade pede esse tipo de atitude.

            Saber ceder é uma dádiva e pode ser uma grande aliada na vida a dois.       Vale a tentativa!