Dúvidas? Eu tenho muitas. Na vida somos obrigados a fazer escolhas. Até não querer escolher já é uma escolha. Claro, há aquelas escolhas que se enquadram em necessidades básicas: o que comer? O que vestir? O que fazer em um dia de chuva? Cinema ou Netflix? E em um dia de sol, praia ou parque? Enfim, por aí a gente vai longe.

Depois partimos para as escolhas que vão moldar nossa vida, como qual profissão seguir. O que me agrada mais? Natureza ou contabilidade? Lúdico ou racional? São decisões importantes, mas que podem ser modificadas a qualquer momento.

Mas, realmente, acho que o maior trabalho é escolher os caminhos do coração. As pessoas são mais difíceis de desvendar. Os sentimentos também são complexos. O que é o amor? Eu amo minha família, meus amigos mais chegados; já pelos distantes tenho carinho, respeito.

E os relacionamentos homem-mulher? Esses, sim, são complicados, veras. No início tudo é paixão, ardente. Com o tempo vamos conhecendo o outro, e os sentidos vão ficando mais claros.

Li uma frase que diz algo assim: “Para manter um relacionamento não adianta somente admirar as qualidades, mas sim aprender a tolerar os defeitos”. Esse é o ponto. Tolerar. É um bom termômetro na hora de escolher. Eu sei que a pessoa ideal não existe, mas o ideal é saber conviver. Somos seres que precisamos uns dos outros, necessitamos trocar experiências, somos filhos de um sistema crítico e não conseguimos viver isolados. O “não contato” com o próximo pode criar doenças na alma. É importante interagir.

O contraponto fica com a solitude para a ascensão pessoal, em que o autoconhecimento nos brinda com o maior prazer de todos: o amor próprio e o autocongecimento. Aí, sim, nos tornamos capazes de fazer as escolhas que realmente nos fazem bem, sem carências doentias e crises existenciais.

Sobre o Autor

Carol Zanon

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