Confesso que já me pergunto isso há algum tempo.
São marcas comuns e até mesmo “de combate” em seus países de origem, mas no Brasil chegam a preços exorbitantes muitas vezes e com status de celebridade.
Sempre que entro em algum supermercado, paro em frente ao corredor das cervejas e fico ali, observando por algum tempo as marcas de cervejas disponíveis, os preços, e fico imaginando quem concorre com quem.
Para isso, acabo observando muitos compradores que acabam passando por ali no tempo em que estou viajando, olhando para os rótulos. Percebo muitos curiosos, muitos entrantes no mundo das artesanais, muitos convictos do que querem, vários que escolhem por preço e há até mesmo os que escolhem marcas preferidas.
E é exatamente sobre esses que quero falar. o que leva algumas marcas a serem tão louvadas por aqui?


Que diferença tem a Corona, cerveja comum no México para a nossa Brahma? A Corona, alem do milho contido na Brahma, ainda contém arroz. ou seja, leva menos malte de cevada que a Brahma.
O que faz a Bud ser tão louvada por aqui e ser considerada mais que a Bohemia? 
Alguém dirá: “Ahhhhh, mas uma é melhor que a outra”. E eu não discordo. Gostos são individuais e cada um gosta do que quiser. O ponto não é esse, não é sabor.
A questão é: porque as pessoas consideram sinônimo de status a ponto de pagar 6,99 uma Corona no supermercado? porque a Bud chegou com conceito Premium no Brasil e ainda assim é considerada, se é uma cerveja bem comum?
Basta uma pequena olhada no Instagram para observarmos dezenas de pessoas orgulhosas de suas Coronas e Buds na balada, na praia ou ate mesmo no churrasco em casa. Eu penso comigo mesmo: como pode pagar 7,00 por uma long neck e achar que ta arrasando? uma coisa é cerveja artesanal, premium, diferenciada. Outra bem diferente é cerveja comunzaça, com status.
Alguém consegue responder?
Pra ajudar: nem Bud nem Corona são puro malte e nenhuma das duas são consideradas premium. Só no Brasil.
Seria novamente nosso complexo de vira latas?
Creio que sim, tudo que vem de fora é melhor.

Colunista Gustavo Passaia