Às vezes me pergunto o que estou fazendo de errado? Por que as coisas travam e tudo para de funcionar. Por que no meio do curso do rio, existem tantos obstáculos? Será que não aprendi a lição? Não me acho uma pessoa tão disforme de tudo. Levo a minha vida, tento fazer o melhor. Então por quê tudo para de acontecer?

Quantas vezes não ouvimos desabafos assim? Quantas vezes não desabafamos assim?

Parece que bate uma tristeza e a notória frase: “quase sempre que eu me entreguei, quebrei a cara” parece regra e partimos para a contramão. Paramos de nos jogar e passamos a andar com o freio de mão puxado.

Afinal, o que é mais sensato?

Entender nosso papel no mundo, pode ser um começo, mas pode não ser tão fácil. Faz-se necessário o despertar, porém, só isso não basta. Precisamos ir além, vivenciar esse despertar no dia a dia. Pois o que volta, aquilo que reclamamos, muitas vezes é o reflexo do que somos e nem nos damos conta.

Escolhas sensatas criam bases mais sólidas, não são explosões que se acabam com a fumaça. Por isso o percorrer é mais lento. Precisamos achar um meio ou uma fórmula de aliviar essa angustia todas as vezes que nos vemos imóveis diante do mundo.

Acredito que recuar pode ser uma ótima escolha e quem sabe assim, perceber a vida como ela é, observar melhor o tabuleiro e as peças do jogo, para aquela tacada de mestre, para poder enfim, pegar mais impulso e dar o tiro certo.

Mas uma coisa eu digo, somos feitos de tudo isso. Somos feitos dos erros e dos acertos. Somos polos distintos em um único corpo, somos terra e ar, é necessário estar conectado com esta sinergia. Para conseguir perceber, despertar e observar nossa vida do alto, precisamos de todas essas experiências na bagagem. Portanto, não vire a cara para elas, apenas as reconheça e valorize. Toda e qualquer mudança parte do princípio da aceitação. Aí sim, pode dobrar a esquina.

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Cris Lavratti
Libriana, publicitária, espiritualizada e intensa. Às vezes ácida. Às vezes doce. Apaixonada pela vida. Amo as palavras e o sentimento que são capazes de despertar. Falo com o coração. Acredito na simplicidade, na amizade verdadeira e no olho no olho. Para mim, a inteligência, o pão e o vinho são afrodisíacos incomparáveis. Sou assim, desse meu jeito. Deixo vir. Fujo. Me jogo, me travo, me fixo. Quem sabe um dia, eu me ache? No cotidiano, algumas escolhas. Para relaxar: música. Para acreditar: Deus. Para harmonizar: natureza. Para contemplar: o mar. Para praticar: o amor. E para amar: a vida. Publicada nas antologias Santa Sede – Crônicas de Botequim – Safra 2012; Poemas à Flor da Pele; e no blog Olhar do Cotidiano.