Com trabalhos de Luan Dresch, Marina Borges, Miguel Soll, Sofia Nóbrega e do projeto 024, formado por Ana Paula Peroni e Vika Schmitz, a Galeria Ecarta apresenta a exposição coletiva Circulação. Com caráter investigativo em torno do conceito de circulação, a mostra tem entrada franca e segue até o dia 28 de janeiro.

Com pouco mais de 20 anos, os artistas demonstram interesse além do campo das artes. O processo criativo de cada um se apropria da moda, do design gráfico, das mídias e de festas; questões a ver com identidade, gênero e sexualidade também integram a criação, sem ignorar a necessidade da experiência, em função de tantas demandas e promessas virtuais.

A curadoria é de Leonardo Felipe, diretor da Galeria Ecarta, e o projeto expográfico é do artista Alexandre Navarro Moreira.

O processo iniciou há dois meses como um grupo de discussões. Os artistas foram convidados a participar do projeto durante uma festa em que estavam presentes.

– As tecnologias contemporâneas possibilitaram um encurtamento sem precedentes entre a distância que separava a produção da circulação. Imagens feitas através de dispositivos conectados em rede circulam quase que de maneira imediata entre as suas semelhantes. Graças ao funcionamento dos algoritmos são criadas as chamadas bolhas. Dentro delas o Outro se parece mais o Mesmo – reflete o curador da mostra.

Detalhe: além do perfil investigativo, a exposição privilegia o processo mais do que o produto e vai se desdobrar em conteúdos que circulem para fora da Ecarta, ganhando o espaço urbano ou digital.

Na programação paralela haverá um encontro com o coletivo TATTOSESh, no sábado (16 de dezembro), às 16h, com entrada franca. O grupo, que entende a tatuagem como performance, visa tornar fácil o acesso a tatuagens de preço baixo e no formato flash (desenhos em torno de 10x10cm), com temáticas e motivos variados, além de abrir espaço para tatuadores independentes.

Bacana, né?

A Galeria Ecarta fica na Av. João Pessoa, 943 – bairro Farroupilha

Foto: Igor Sperotto/Divulgação