Todas as vezes que visito Buenos Aires, minha certeza aumenta: ainda quero morar nessa cidade. Visitei a metrópole por 10 dias seguidos, período mais longo que já estive lá. Mudei de casa três vezes. A primeira era próxima à estação Angel Gallardo, à Avenida Corrientes e ao Parque Centenário. Cerca de cinco quilômetros me separavam do centro, mas meu gosto pelo ar portenho é tanto que ia a pé mesmo assim. Depois, me mudei para Lomas de Zamora, um município da Grande Buenos Aires. Era necessário pegar um trem para chegar até a Capital. E, por último, fiquei perto da Estação San Juan e da 9 de Julio. Dessa vez, precisava andar somente dois quilômetros para chegar ao Obelisco.

Para aprender mais sobre as atrações de Buenos Aires, participei de dois free walking tours. O primeiro saiu às 15h do Congresso Nacional e percorreu a Avenida de Mayo (a primeira avenida da cidade e ainda uma das mais importantes) até a Casa Rosada. No caminho, paramos para contemplar o Palácio Barolo, o Edifício Evita, o Obelisco, o Café Tortoni, o antigo prédio do jornal La Prensa, o Cabildo, a Catedral e a Plaza de Mayo. No dia seguinte, me juntei ao grupo que se encontrou às 10h30min ao lado do Teatro Colón para percorrer os bairros Retiro e Recoleta. Passamos pelo Palácio San Martín, pela Plaza San Martín, pela Basílica do Santíssimo Sacramento, pelo Edifício Kavanagh, pela Florería Atlántico, por velhas mansões da aristocracia do país e pelo Cemitério da Recoleta.

Como fã de cinema argentino, queria conhecer locações em que foram gravados alguns filmes de Ricardo Darín (quando me perguntam porque tenho sotaque portenho, digo que aprendi espanhol com ele e com músicos rio-platenses). Isso me levou a lugares explorados pelos turistas e também para ruas, hotéis e cafés “anônimos”. Também consegui vê-lo atuar no Teatro Maipo, com a peça Escenas de la Vida Conyugal.

Uma das regiões que mais gosto é a que fica ao redor da Faculdade de Direito. O prédio é muito bonito e tem praças muito próximas, como a Plaza Francia e a Plaza de las Naciones Unidas, onde fica o monumento Floralis Genérica (foto abaixo), uma das imagens mais populares da cidade. Por ali também fica o impressionante edifício da Biblioteca Nacional, além do Museu Nacional de Belas Artes e, um pouco mais longe, o Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba).

Seguindo na direção norte, estão duas áreas bem conhecidas: Palermo, famoso por sua vida noturna, e Belgrano, onde fica o Bairro Chinês. Outro lugar da cidade muito buscada pelos turistas é a de Puerto Madero (foto abaixo). A calçada na beira do canal está cheia de restaurantes que se misturam com o visual da Puente de la Mujer e com os antigos equipamentos do porto.

Em frente se encontra o bairro San Telmo, também popular entre os viajantes em função de seus hostels, bares e feiras. Aos domingos acontece a tradicional Feira de San Telmo, concentrada na Plaza Dorrego, mas que estende por muitas ruas da região. Em uma delas pode-se encontrar a estátua da Mafalda e de outros personagens de Quino.

Feira de San Telmo

Por Rafaela Ely.

 

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