Esta crônica foi escrita especialmente para amantes, apreciadores de cerveja e aqueles que se interessam mínimamente pelo tema. Em meados de 2014, em Santa Catarina, iniciou um movimento para chegarmos a um estilo próprio do Brasil. Catharina Sour seria, na verdade, uma escola brasileira de cervejas.

Para quem não sabe, temos 4 principais escolas cervejeiras no mundo: Americana, Alemã, Belga e Inglesa. E o Brasil não pretende ficar de fora; sendo assim, nossos amigos catarinas deram o primeiro passo.
A ideia era se basear no estilo alemão Berliner Weisse e adicionar frutas, fazendo uma cerveja híbrida de trigo, acidificada com lactobacilos e fermentada com leveduras Ale neutras. Logo, o estilo começou a se popularizar e ganhar a adesão de varias cervejarias do estado, e hoje, já temos diversos rótulos no mercado.
Mas a questão é: estilo ou adaptação?
Alguns defendem adaptação por considerar uma Berliner Weisse com adição de frutas pura e simples. Como gosto de conversar e me informar, fui atrás de pessoas que estavam inseridas e que acham que é, sim, um novo estilo. A Catharina Sour tem diversas diferenças para a Berliner Weiss: teor alcoólico mais elevado, adição de frutas brasileiras, alteração da cor devido a adição de frutas. Creio que com base apenas nessas diferenças, alguém poderá dizer que deveria ser incluída em alguma outra categoria, como Fruit Beer por exemplo.
Eu, como não gosto de ficar em cima do muro, me posiciono exatamente da mesma forma que respondi a pesquisa do jornalista Roberto Fonseca. “Na minha opinião, é apenas uma adaptação do estilo alemão. E para você? O que você pensa a respeito?”, questiona Gustavo Passaia.