Com apresentações no Teatro do Bourbon Country e Teatro Feevale, espetáculo ocorre no mês de abril

Enquanto seu mais recente espetáculo, Cão sem Plumas (2017), viaja pelo Brasil e pelo mundo, Deborah Colker, cuja companhia conta com o patrocínio da Petrobras desde 1995, revisita uma coreografia lançada em 2005, na Alemanha, e que não remontava desde 2012.  O balé Nó será apresentado dias 6 e 7 de abril, no Teatro do Bourbon Country e dia 13 de abril no Teatro Feevale. Mais informações sobre as vendas podem ser encontradas ao final do texto.

O tema de Nó é o desejo. “Cão sem Plumas me dilacerou, me esvaziou. Senti a necessidade de voltar ao Nó, rever o lugar onde minhas perguntas e angústias começaram a mudar. Eu tinha certeza de que não havia feito tudo o que precisava com Nó”, explica Deborah Colker.  A coreografia de Cão sem Plumas, baseada em poema de João Cabral de Melo Neto e executada por bailarinos cobertos de lama, valeu a Deborah o prêmio Benois de la Danse, tido como o Oscar da dança. Nó volta completamente transformado. Há mudanças cenográficas, a trilha sonora ganha mais temas compostos por Berna Ceppas, e a música “Carne e Osso”, da banda Picassos Falsos, embala um duo romântico. As modificações que Deborah realizou na coreografia são frutos de seu amadurecimento nos últimos 13 anos. “O corpo é o lugar do desejo. E o corpo erotiza quando dança. Nó tem essa liberdade, mas só agora, 13 anos depois da estreia, é que me sinto mais segura para tratar disso”, diz.

O primeiro ato começa com uma árvore no centro do palco. São 120 cordas, representando laços afetivos. Os bailarinos as soltam aos poucos, até que se assemelhem a uma floresta. Eles se valem de técnicas como a bondage (uso de cordas para controle da dor e do prazer). “No primeiro duo, o homem amarra a mulher por escolha dela. Dominação e submissão estão presentes na consciência plena de ambos. Não há liberdade sem dor, não há prazer sem consciência”, afirma Deborah, que tem o irmão, Flavio Colker, na codireção. No segundo ato, a companhia dança dentro e em torno de uma grande caixa transparente criada por Gringo Cardia, diretor de cenografia. Se as cordas apontam para a natureza, a caixa evoca o mundo urbano. “O desejo e os enigmas começam no corpo e saltam para fora da forma que conseguem”, diz Deborah.

Na trilha sonora da primeira parte, além de criações de Berna Ceppas e Kassin, há trechos de Ravel e Alice Coltrane. Na segunda estão preciosidades como “My One and Only Love”, com Chet Baker; “Coisa nº 9”, de Moacir Santos; e “Preciso Aprender a Ser Só”, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle, na voz de Elizeth Cardoso. Os figurinos, que transmitem erotismo e também delicadeza, são do estilista Alexandre Herchcovitch. A iluminação é de Jorginho de Carvalho, parceiro de longa data de Deborah. A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia.

Nó – Ficha Técnica

Criação, Coreografia e Direção: DEBORAH COLKER

Direção Executiva: JOÃO ELIAS

Direção de Arte e Cenografia: GRINGO CARDIA

Direção Musical: BERNA CEPPAS

Iluminação: JORGINHO DE CARVALHO

Figurinos: ALEXANDRE HERCHCOVITCH

Co–Direção e Fotografia: FLAVIO COLKER

 

Porto Alegre (RS)

Sábado, 6 de abril, às 21h

Domingo, 7 de abril, às 20h

Duração: 95 minutos (com intervalo)
Classificação: Livre

Teatro do Bourbon Country (Avenida Tulio de Rose, 80–  Shopping Bourbon Country  – Passo d’Areia)
www.teatrodobourboncountry.com.br