O que é o amor, afinal?

Seria um mar de águas claras? Infinito, sem bordas? Ou teria por mérito encostas, que o desenhassem, tornando-o ainda mais belo?

Seria uma floresta inteira de mata pura oxigenando o planeta? Ou simplesmente uma bela flor desabrochando pra vida, com suas pétalas ovacionando o deus sol?

Seria o amor uma cachoeira de águas límpidas? Contornando as imensas curvas da estrada de pedras e desaguando em abundância no berço do rio? Ou a nascente pulsante, a fonte onde se inicia o curso das águas, apoucada, porém constante.

Seria por acaso um céu azul, vibrante, radiante? Ou a chuva morna de verão, refrescante? Até mesmo poderia ser a noite, com suas nuances mil, de estrelas bem desenhadas, rompendo os céus dessa linda jornada?

Seria o amor um barco à deriva, no oceano sem fim, ou simplesmente o pescador que aprecia tamanha beleza, sem questionar a vida, com a humildade que encontra-se um tanto perdida?

Enfim, sem saber ao certo, pois as certezas não participam do amor. Mas sentindo profundamente, tudo que dele pulsa, pois meu coração está transbordando desse sentimento vivo, posso contar a vocês o que para mim, seria o significado dessa palavrinha pequenina, porém grandiosa.

Começo, dizendo que o amor é tudo aquilo que em cima eu descrevi. Ele não tem uma única parada, um único por quê. Ele é a vida por todos os lados, a todo o momento. Seja no vento, na brisa, na tormenta, na ilusão, no reencontro, na despedida.

Amamos pois estamos vivos e pertencemos a esse mundo, pertencemos a nós mesmos, pertencemos a Deus, somos parte de tudo e do todo. Aprendemos a cada instante a amar, ou pelo menos deveríamos não desperdiçar tamanha alegria.

O amor não é só felicidade, ele participa do dia a dia. O amor também é a cara fechada, a palavra não dita, a lágrima ácida, o temporal de emoções, a dor da saudade arrebentando o peito, arranhando o coração. Só que por outro lado, o amor é o abraço, o olho no olho, a reconciliação, o beijo salgado, a cicatrização, as mãos dadas, o recostar, o cafuné, o passeio de domingo, a pipoca no cinema.

Sim, o amor é compartir o livro, a casa, as escovas de dentes e a vida. Cada um a seu jeito, cada um a sua maneira. Nem sempre falaremos de flores, nem sempre tudo será perfeito como o imaginado, mas teremos momentos gloriosos, onde aquele sentimento lindo, de que o mundo poderia acabar, pois estamos envoltos da pessoa amada, nos arrebatará e alimentará por completo, deixando de lado qualquer aspereza que poderíamos ter encontrado pelo caminho. Mas sempre. Eu repito, sempre, com muito respeito por aquela outra pessoa que compartilha da nossa companhia.

Para o meu amor, neste final de semana especial, que comemoramos o seu aniversário, eu desejo todo o amor que houver nesse mundo e muita saúde para continuarmos de mãos dadas nessa jornada, um ao lado do outro. Agradeço por tudo que aprendo ao teu lado, agradeço a vida e a essa liberdade que compartimos, uma liberdade que permite sermos quem somos, sem máscaras, em total sintonia. Te amo.

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